A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 08/04/2019

É perceptível a situação social do Brasil desde os tempos em que ainda era colônia. A exploração e a submissão faziam parte do cotidiano do povo que no país habitava. A relativização dos aspectos socioculturais corrobora para um enfrentamento histórico acerca das diferenças étnicas; isto é, transforma o que por ora seriam apenas peculiaridades em características elencadas sob o ponto de vista de classes.

Neste olhar seletivo quanto às feições e representações de um determinado indivíduo frente à sua composição étnica tangencia a rivalidade intercultural, regada de um revanchismo racial dos grupos antepostos à democratização sócio política do Brasil. Isso implica em dizer que na nação brasileira existem fenômenos de inferiorização de um traço físico em relação à outro, claramente evidenciando a ligação da historicidade com a xenofobia, que a priori tem início no período da escravidão.

No Brasil, atualmente organizado educacional e politicamente, com a visão de cotas raciais e socioeconômicas , a perspectiva da xenofobia torna-se um problema para além dos paradigmas dos preconceitos. A ocorrência deste mal estigma na história brasileira se representa pela não conceituação do ser social perante sua própria história, na qual cria-se diversas teorias de ganhos e perdas para justificar a diminuição dos diferentes povos.

Portanto, para que esta ocorrência se amenize ao longo dos anos, o Brasil precisa ter políticas públicas voltadas à integração social de refugiados, bem como um cadastro de ascendência, para a conservação de seus respectivos costumes locais. Também faz-se necessário o entendimento do conceito de miscigenação, tão explícito nos li9vros de história, porém esquecido ao longo dos anos, que pode ser retomado por meio de produções acadeêmicas voltadas à construção histricosocial do Brasil enquanto país mestiço; a presença de uma disciplina específica na educação básica; a promoção dos direitos humanos que contempla imigrantes e estrangeiros.