A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 08/04/2019

O filme “O pianista” é uma autobiografia e conta a história do filho de emigrantes judeus polacos, que durante a segunda guerra mundial, sobreviveu a fome, perseguição, humilhação e tortura devidos ao antissemitismo. A aversão ao que é estrangeiro tem origem no nosso país mais especialmente no ataque às torres gêmeas, quando o mundo se voltou de forma negativa para o que vem de fora. Independente da razão, a dignidade humana é um valor que transpassa qualquer fronteira.

Desde 2010 o Brasil tem se mostrado aberto aos imigrantes e refugiados, mas de modo mais recente, com a ampla mobilidade dos povos, pela facilidade de transportes, entre outros, uma crescente de pessoas têm escolhido este país, e consequentemente, casos exponenciais de preconceito têm se mostrado muito mais frequentes.

Segundo o Projeto “Estou Refugiado”, atualmente, eles somam mais de oitenta e sete mil pessoas, espalhados por todo o país, principalmente nas grandes cidades, e basicamente devido ao mesmo motivo: ameaçados de morte, contra as guerras civis e religiosas. No entanto, este número não representa nem um porcento da população brasileira, não obstante, são vistos como grandes ameaçadores da economia e da paz dos que aqui sempre habitavam.

A falta de informação, e mais precisamente, a desinformação junto com o medo, são as maiores causas de toda repulsão contra esses seres. Não há como gostar daquilo que não se conhece. Diante disso, o poder público e a mídia em geral, deveriam direcionar suas ações, a fim de assegurar as diferenças como elementos “saudáveis” e essenciais a qualquer forma de vida, possibilitando, desta forma, a restauração das capacidades humanas desses grupos tão vulnerabilizados pelas segregações.