A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 08/04/2019

Jean-Paul Sartre, representante do existencialismo, pontuou: “a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Nesse sentido, no cenário brasileiro faz-se presente a derrota da intolerância contra imigrantes. Impasse esse, que se deve  a fatores histórico-sociais e ao rompimento do ideário darwiniano.

Em primeira análise, é notório que essa problemática não teve princípio hoje, já que desde a Roma Antiga, povos germânicos foram denominados de bárbaros e não podiam se instalar em território romano. Por conseguinte, anos se passaram e, junto a isso, houve a permanência do preconceito com o estrangeiro, pois é comum ver nos jornais do Brasil, refugiados sírios sendo agredidos tanto verbalmente como fisicamente e, mesmo assim, ainda é raro ver as punições saírem do papel.

Ao analisar o tema, vê-se que campanhas nas redes sociais, que lutam em prol de acolher o imigrante e sensibilizar as pessoas de que xenofobia é crime, já minimizaram diversas derrotas. No entanto, o ideário darwiniano que defende a conquista da evolução por meio de uma melhor adaptação às divergências do meio está tendo os valores corrompidos e, isso se deve, em razão do egocentrismo humano de pessoas que ao invés de ter o respeito e empatia pelo diferente estão preferindo a discriminação, fazendo assim com que não ocorra uma evolução sociocultural.

É evidente, portanto, a xenofobia no Brasil. Por conta disso, é fundamental que o Ministério da Justiça acompanhado dos órgãos de punição executem a lei e prossigam em casos de denúncias desse crime, para que assim haja avanço social por criar uma referência para os que ainda viriam a se tornar contraventores. Além do mais, é necessário que a escola faça debates e projetos voltados à inclusão e valorização do estrangeiro, conscientizando, assim, os alunos sobre os caminhos que devem ser tomados para que haja um avanço na empatia. A partir de atitudes como essas, a evolução poderá ser conquistada.