A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 08/04/2019
No livro Divergente, de Veronica Roth, os membros da facção Audácia tratam a protagonista Tris com discriminação, por ter imigrado da facção Abnegação, considerada uma facção inferior e fraca, gerando assim um preconceito e xenofobia. Não longe da ficção, encontram-se situações como essas no cotidiano, no qual muitos imigrantes são discriminados. Tal fato se impulsionou com a globalização, e também com a disseminação de pensamentos preconceituosos pelo mundo.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler impôs a ideia de raça ariana, superior, criando um forte etnocentrismo. E por tal crença, matou milhares de judeus e homossexuais. Hodiernamente, nota-se ainda pensamentos como esse, que disseminaram-se pelo mundo graças a globalização, já que com o avanço da tecnologia, comunicação e transporte houve o aumento das imigrações.
Juntamente a isso, houve o compartilhamento de ideias preconceituosas e xenofóbicas. Em Atenas, por exemplo, quem não fosse totalmente ateniense, ou com alguma descendência estrangeira, não poderia exercer o voto político. Pensamentos como “todo muçulmano é terrorista” se tornaram preconceitos globais e estão fortemente enraizados em nossa sociedade. Dessa forma, há o aumento da xenofobia e de ações como do livro Divergente.
Portanto, é indubitável a necessidade de mudanças. O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve aumentar a vigilância sobre casos xenofóbicos, elevando o grau das sanções para esses casos preconceituosos. O Ministério da Educação, junto a instituições de cunho imigratório como a ACNUR, devem propor palestras escolares que diminuam o preconceito sobre as culturas estrangeiras, pois como dizia a escritora Helen Keller, " o resultado mais sublime da educação é a tolerância". E por fim, a mídia deve criar propagandas direcionadas à quebra de ideais xenofóbicos. Somente assim, ações como a da facção Audácia irão diminuir em nosso país.