A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 11/04/2019
Em 2016, as eleições presidenciais dos Estados Unidos ganharam a atenção mundial pelo discurso e propostas anti imigracionista e intolerantes do candidato Donald Trump que, posteriormente, seria o vencedor. Tal ascensão, trouxe a debate a xenofobia que, graças ao retorno de doutrinas extremistas e a falsa generalização de esteriótipos culturais, persiste como uma ameaça no Brasil e no mundo.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar o forte retorno de ideologias xenofóbicas do século passado. Segundo pesquisas da Universidade de Campinas, o Brasil possui 150 mil neonazistas sendo que 10% já cometeram crimes graves pela causa. Portanto, fica claro que a disseminação desta doutrina e do fascismo clássico, como fortalecimento do nacionalismo, obteve como efeito o conservadorismo em altos cargos públicos e, consequentemente, uma mentalidade paranoica em relação ao mundo exterior cada vez mais frequente.
Além disso, a generalização de esteriótipos de culturas e nações agravam a problemática. Conforme a mestre e socióloga, Maria Inês Barcello, o aumento dos fluxos migratórios mundiais, a crise de desemprego nos EUA e o discurso simplista de Sul rico contra Norte pobre no Brasil, impulsionam a xenofobia. Como exemplo, há a construção do murro separando estadunidenses de mexicanos como claro discurso de ódio aos imigrantes latino.
Visto que a xenofobia é um problema presente no Brasil, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que falsos esteriótipos culturais não se propaguem, é importante que as escolas e universidades ensinem sobre outras culturas usando da literatura, história, oficinas de teatro e dança, para criar empatia entre diferentes nações. Ademais, é preciso que as ONG’s e o governo promovam uma aproximação dos nativos com os estrangeiros através de feiras culturais, seminários e workshop’s para evitar a disseminação de discursos extremistas. Quem sabe assim deixe-se de erguer murros e passe a construir pontes.