A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 17/04/2019

Em 2001, o ataque às torres gêmeas, nos Estados Unidos, apresentou ao mundo um novo inimigo, a Al Qaeda, resultando na caracterização errônea de todos os muçulmanos e islâmicos como terroristas em potencial. Entretanto, a situação trouxe a debate a xenofobia ao evidenciar o renascimento de ideologias xenofóbicas e a generalização de esteriótipos, como do caso supracitado.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar o forte retorno de ideologias xenofóbicas do século passado. Segundo pesquisas da Universidade de Campinas, Unicamp, o Brasil possui 150 mil neonazistas sendo que 10% já cometeram crimes graves pela causa. Portanto, fica claro que a disseminação desta doutrina e do fascismo clássico, como fortalecimento do nacionalismo, obteve como efeito o conservadorismo em altos cargos públicos e, consequentemente, uma mentalidade paranoica em relação ao mundo exterior.

Além disso, a generalização de esteriótipos de culturas e nações agravam a problemática. Conforme a mestre e socióloga, Maria Inês Barcello, o aumento dos fluxos migratórios mundiais, a crise de desemprego nos Estados Unidos e o discurso simplista de Sul rico contra Norte pobre no Brasil, impulsionam a xenofobia. Como exemplo, há a construção do muro separando estadunidenses de mexicanos como claro discurso de ódio aos imigrantes latinos.

Visto que a xenofobia é um problema presente, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que falsos esteriótipos culturais não se propaguem, é importante que as escolas e universidades ensinem sobre outras culturas usando da literatura, história, oficinas de teatro e dança, para criar empatia entre diferentes nações. Ademais, é preciso que as ONG’s e o governo promovam uma aproximação dos nativos com os estrangeiros através de feiras culturais, seminários e workshop’s para evitar a disseminação de discursos extremistas.