A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 28/04/2019
A questão da xenofobia esteve presente em toda historia da humanidade. No seculo XX, Hitler ordenou a execução dos judeus nos quais eram vistos como inferiores e ameaças à pureza genética. Hoje, no Brasil o problema é encontrado em ações discriminatórias e violentas por parte dos agressores. Dessa forma, é necessário analisar os fatores que colaboram para a problemática, a fim de que se possa liquida-las de maneira eficaz.
A priori, é importante ressaltar que há leis que na teoria deveriam proteger o imigrante — como a 9,459 nos artigos 1 e 20 que diz ser crime praticar ou induzir a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional —. No entanto, não funcionam na prática, visto que o número de casos de agressões contra imigrantes vem aumentando, demonstrando a insuficiência legislativa e judiciaria. Um exemplo de tal é o do refugiado da síria, Mohamed Ali, que foi ameaçado com um pedaço de madeira em quanto o agressor gritava para que ele sai-se do Brasil.
Além disso, a xenofobia encontra terra fértil no individualismo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da xenofobia funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Logo, indubitavelmente medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a questão da xenofobia e atingir um público maior. Por fim, o poder judiciário deve fiscalizar se há o cumprimento da constituição, para que os agressores não saiam impunes de seus crimes.