A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 06/06/2019
No panorama atual, a xenofobia é um problema que está em destaque no Brasil. Isso ocorre devido ao preconceito com os imigrantes, vitimizando milhares de pessoas em meio a agressões físicas e verbais. Como o caso de Mohamed Ali, refugiado sírio que reside no Brasil, que foi ofendido e agredido verbalmente em seu local de trabalho, em Copacabana - Rio de Janeiro. A partir disso, é notório que a discriminação vem ganhando força no âmbito social, e as raízes históricas e a mentalidade preconceituosa da população são dois fatores contribuintes ao problema destacado.
Historicamente, na Grécia Antiga, uma das maiores demonstrações xenofóbicas foi a exclusão dos estrangeiros nos direitos políticos, desconsiderando-os como cidadãos. Assim, não tinham os mesmos direitos como os outros indivíduos. Contemporaneamente, o estrangeiro residente no Brasil, goza de todos os direitos reconhecidos aos brasileiros, nos termos da Constituição e das leis. Entretanto, a intolerância ainda persiste no cotidiano e dessa maneira, existe a separação cultural dentro de um mesmo cenário, dificultando a construção de uma sociedade homogênea e menos preconceituosa.
De acordo com o economista e filósofo Henry Hazlitt “O preconceito é o filho da ignorância”, é evidente que o pensamento discriminatório e etnocêntrico, como não aceitando pessoas com a raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade diferente, e considerando apenas o grupo étnico ou nacionalidade em que faz parte, a mais importante, contribui para a persistência da segregação. Assim como uma pesquisa realizada pelo o programa Cidade e Alteridade da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) informando que ofensas racistas e hostilidades são comuns no cotidiano dos haitianos que trabalham em Belo Horizonte e região metropolitana da capital.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para realizar a mudança deste percurso. O Ministério da Educação em conjunto com as instituições Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Centro dos Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC) junto com professores, devem organizar palestras e debates no ambiente escolar, para pais e alunos, promovendo atividades contendo informações sobre a xenofobia, a fim de desconstruir preconceitos existentes contra culturas diferentes e ressaltar a tolerância para todos os grupos. Além disso, o Ministério da Educação e as mesmas instituições devem usar as mídias sociais, transmitindo comunicados sobre os refugiados e imigrantes, no intuito de atingir uma grande proporção de pessoas e em busca do respeito igualitário para todos. Dessa forma, estará acolhendo os estrangeiros, os ajudando nessa situação e informando todos sobre esta problemática. Portanto, talvez assim, o respeito e tolerância seja uma realidade presente na sociedade brasileira.