A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 31/05/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa " A questão da xenofobia no Brasil “, hodiernamente verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste profundamente ligada à realidade do país.

Em primeira analise, ao alcançar os meios viários, a má educação fez com que as taxas de xenofobia aumentassem consideravelmente, em especial, nas cidades mais populosas do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Salvador. À medida que a incoerência passa a ser símbolo de viralidade, torna-se cultural, ao observarmos a quantidade de denúncias contra a xenofobia no país, onde os maiores alvos são os refugiados, em especial, os haitianos e árabes. No livro " O segredo “, de Rhonda Byrne, é retratado que é necessário decidir o que quer, para poder acreditar no que pode. Assim sendo, é necessário que acreditemos que mudanças é possível para que mudanças sejam realizada, essa teoria se aplica perfeitamente na problemática da xenofobia no Brasil.

Embora essa cultura esteja enraizada em vários aspectos da sociedade, ela é mutável e está em constante construção. Segundo Paulo Freire, " Se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco muda “, de forma ao introduzirmos novas regras de comportamento possamos mudar essa construção cultural, fazendo com que se modifique em função da educação e para população. A partir do momento em que a xenofobia torna-se problema nacional, mudanças são necessárias. Segundo o jornal O GLOBO, entre 2014 e 2015, os casos de xenofobia aumentaram 633%, pulando de 45 para 333 registros recebidos pela Secretária Especial de Direitos Humanos, via disque 100.

É notório, portanto, que o investimento em educação e segurança pública e fundamental para o fim do preconceito e violência contra estrangeiros. Destarte, o Ministério da Educação conjugue com o Ministério da justiça deve investir tempo, trabalho coordenado e planejamento na área, como a implantação de leis mais rigorosas com penas mais longas, trabalhos educativos e tratamentos psicológicos nos presos  para que possa voltar para sociedade transformado.