A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 09/06/2019
Assim como diz o doutor em psicanálise brasileiro Augusto Cury, frágeis usam a violência e os fortes as ideias. No século XXI, mediante a tantos desastres em países subdesenvolvidos, a imersão de indivíduos de diversas nacionalidades em países em que não são naturais demonstra o problema que a humanidade encontra em acolher aqueles que precisam.
A priori, faz-se necessário destacar que o preconceito e a intolerância encontram na xenofobia um meio de se manifestarem de maneira tênue na sociedade. Tal ação pode ser observada quando uma das principais desculpas para o ato é o medo de um estrangeiro roubar o emprego de um civil naturalizado, como muito ainda é dito em relação aos bolivianos, venezuelanos e haitianos que se encontram no Brasil, No entanto, pouco é provado, visto que uma parcela desse povo se encontra em condições ou de trabalho escravo, ou de exploração de trabalho.
Não obstante, há ainda a parcela de xenofóbicos que não escondem seu preconceito de nenhuma maneira. Um exemplo faz-se presente ao relembrar-se o massacre na Nova Zelândia, que matou meia de centenas de pessoas e que o responsável justifica como aceitável visto que os assassinados, na opinião dele, colocavam sua religião em perigo e não só isso, disse que países miscigenados não trazem boas resoluções, citando até mesmo o Brasil. Em síntese, esse problema social necessita ser detido.
Em primeiro plano, é necessário que o Ministério da Cidadania junto a justiça brasileira faça campanhas publicitárias incentivando a denúncia dos casos para que ações como essas não fiquem impunes. Não só isso, é necessário um engajamento de família, escola e Estado através de conversas ou palestras, para informar a população acerca dos estrangeiros, com o objetivo de mostrar que a cultura, a religião ou a nacionalidade do outro não fere a nossa, e que um país amplo socialmente é um país mais apto a revolver divergências. Dessa forma, mostraremos, como afirma Cury, que brasileiros são fortes e usam de ideias, não violência, para melhorar seu meio.