A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/07/2019
Durante o século XIX, muitos estudiosos de outros países vieram para o Brasil estudar a harmonia que havia entre os variados povos existentes ali, devido à vasta pluralidade e diversidade étnicas que compunham o povo brasileiro. Entretanto, tal visão externa ao Brasil torna-se falsa, visto que a xenofobia ainda é um problema recorrente em território brasileiro. Isso se deve a falha no processo socioeducativo e também, a coexistência de outros preconceitos, como o racismo e o etnocentrismo.
A priori, cabe destacar o pensamento de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul. Para ele, ninguém nasce odiando outra pessoa, aprende-se a odiar. Nesse contexto, nota-se o descaso no processo social e educacional em que vive o país, visto que, a xenofobia é traço marcante de uma população com uma vasta diversidade étnica. De forma análoga ao pensamento de Paulo Freire, famoso educador brasileiro, no que diz respeito à educação mudar as pessoas e as pessoas mudarem o mundo. Por conseguinte, é preciso que o país invista na educação básica de qualidade, com a finalidade de promover o bem estar social e findar com a xenofobia enraizada desde o período colonial.
Outrossim, é inegável a influência de outras vertentes preconceituosas nos moldes xenofóbicos da sociedade brasileira. Nessa situação, observa-se as ocorrências de xenofobias entre povos de uma mesma nação, sendo mais evidente casos contra nordestinos. Tal preconceito predomina devido aos pensamentos de que a imigração é acompanhada de criminalidade e pobreza, contudo, segundo dados da revista “Veja”, a mão de obra imigrante é benéfica para o aumento do índice econômico da região. Além disso, esse preconceito que atinge os nordestinos ocorre também, em virtude do racismo e etnocentrismo, devido ao processo de colonização, onde o nordeste foi demasiadamente explorado e colonizados por povos de cor de pele mais escuras.
Logo, é preciso solucionar os problemas quanto ao descaso educacional e também, quanto à outros preconceitos que integram o atraso social do país. Desse modo, é preciso que o Governo invista na educação básica, com a criação de escolas, juntamente a contratação de professores especializados. Além disso, o Ministério da Educação deve criar projetos e palestras para incentivar as crianças ao respeito entre povos distintos, promovendo assim, o ensino do amor, contradizendo a frase de Nelson Mandela.