A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 12/07/2019

Muros sociais

No livro “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda, historiador e jornalista, descreve o brasileiro como um homem cordial e hospitaleiro. Contudo, os ataques em 2018 à imigrantes venezuelanos colocam em “xeque” essa visão sobre o Brasil. Nesse sentido, é preciso analisar as raízes históricas desse problema e como a manutenção de estereótipos acerca dos imigrantes contribuem para o aumento da xenofobia no país.

Primeiramente, é necessário compreender que o brasileiro não possui em sua construção social valores de empatia. Isso ocorre, porque desde o processo de colonização, os autóctones não foram respeitados deixando, até hoje, um legado de indiferença. Associado à isso, a solidariedade do cidadão é restrita, muitas vezes, quando se trata de familiares ou amigos. Prova disso, é que a doação de sangue específica (direcionada à algum paciente) é uma das mais populares no Brasil.

Ademais, a perpetuação do senso comum sobre a imigração é outro agravante. Para se ter ideia, muitos ainda acreditam que, com a chegada de imigrantes, postos de trabalhos e os costumes locais serão suprimidos, o que não é verdade. Nas regiões que os acolhem, além de ocorrer o aumento da ocupação de vagas pouco valorizadas, cientistas e pesquisadores passam a fazer parte da sociedade local. Com isso, haverá não somente aumento do consumo, mas também da capacidade de gerar tecnologias, fundamental para o desenvolvimento no mundo globalizado.

Fica claro, portanto, que o maior desafio no combate à xenofobia é a desconstrução de alguns valores valores. Para isso, em curto prazo a mídia