A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 13/09/2019

“O importante não é viver,mas viver bem”,segundo o filósofo Platão,a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto,no Brasil essa não é uma realidade para os refugiados. A partir dessas considerações,logo,torna-se relevante a discussão sobre a questão da xenofobia.Tal problemática será amenizada se fatores como a ineficácia das políticas públicas e a falta de empatia forem tratadas como prioritárias.

Em primeira análise,é preciso atentar para o descaso do governo diante dessa questão.Segundo a Constituição Federal do Brasil-criada em 1988-todo cidadão tem direito a saúde,educação e alimentação,porém segundo a Organização das Nações Unidas (ONU),84% dos refugiados vivem em extrema pobreza e não possui um emprego.Por causa disso é necessário um olhar mais atento sobre essa parcela da população,que não possui seus direitos assegurados.

Além disso,a xenofobia encontra terra fértil na falta de empatia.Na obra “Modernidade Líquida”,Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo.Em virtude disso,há como consequência a falta de empatia ,pois, para se colocar no lugar do outro,é preciso deixar de olhar apenas para si.Essa liquidez que influi sobre a questão da xenofobia funciona como um forte empecilho para sua resolução.

Portanto,os desafios para combater a xenofobia no Brasil são notáveis e por isso,cabe ao Governo Federal em pareceria com o Ministério do Trabalho, implantar novas vagas de emprego,por meio de uma reserva de  vagas direcionadas a esses indivíduos, a fim de melhorar a qualidade de vida do mesmo.Visando ao mesmo objetivo,a mídia-como principal formadora de opiniões-deve promover campanhas informativas pelos seus vários meios de comunicação, com a finalidade de sanar a xenofobia do Brasil.