A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 03/09/2019
Definida como uma violência intencional, a xenofobia tem crescido cada vez mais em âmbito nacional. Para combatê-la, foi secionada, em 1997, a Lei 9.459, popularmente conhecida como ‘’lei de migração’’. Entretanto, mesmo em vigor a mais de vinte anos, a xenofobia é um problema social que ainda persiste. Desse modo, deve-se analisar como o individualismo e o Estado provocam tal problemática na vida dos imigrantes no pais.
Maiormente, o exacerbado individualismo é o principal responsável pelos crimes de xenofobia no Brasil. Isso acontece porque, na pós-modernidade, conforme defende o filósofo Zygman Bauman, as pessoas buscam não se envolver nas relações interpessoais que desenvolvem ao longo da vida. Em decorrência dessa fragilidade dos laços afetivos, o individualismo é potencializado e, então, a maioria da população, muitas das vezes, torna-se preconceituosa. Não é à toa, por exemplo, que segundo uma pesquisa realizada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, a xenofobia tenham, entre o período de 2014 a 2015, aumentado mais de 633%.
Outrossim, a negligência do Estado também influência na questão. Isso acontece porque, mesmo o ART. 6° constituição vigente, assegura-lhe-de de todos os direitos inerentes à pessoa humana, como a assistência social. Nota-se que o Estado não cumpre seu papel como agente fiscalizador. Sob tal ótica, a maioria dos casos notificados não prosseguem e, então, os xenófobos não são punidos. Por conseguinte, conforme Jean Katumba, presidente da ONG Africa do Coração, o Estado deve intervir na atual conjuntura, proporcionando assim proteção as vitimas.
Portanto, Indubitavelmente, o Governo deve intervir para a solidificação de uma sociedade digna. Em razão disso, urge que o Mistério de Educação, em parceria com as escolas, devem incluir a disciplina de Ética e Cidadania na grade curricular. Tal disciplina, com o intuído de desconstruir o preconceito, deverá disseminar atos de empatia. Ademais, a Defensoria Pública deve, com a finalidade de averiguar todos os casos notificados, disponibilizar uma maior parcela de defensores públicos. Somente assim, a lei de migração terá eficácia e a xenofobia deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.