A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 03/09/2019

Na Grécia Antiga, eram considerados cidadãos apenas aqueles de nacionalidade grega, dirimindo, de direitos civis e atividades políticas, qualquer estrangeiro. Apesar de remoto, tal fato não se distancia da realidade brasileira atual. Sabe-se que a sociedade evolui com o passar do tempo, entretanto a xenofobia ainda é uma problemática contemporânea. Em contraste com o ideal relativismo cultural que deveria ser comum, o etnocentrismo e os esteriótipos encontram-se afincados entre a população.

Precipuamente, a lei 9.459 criminaliza o preconceito por procedência nacional, dentre outros tipos. Conquanto, tal crime não foi extinguido da sociedade, o que torna evidente uma falha educacional e jurídica - no cumprimento das punições. Consoante ao IBGE, o Brasil possui uma taxa de desemprego de 11,8%, sendo assim, o contrato de refugiados e imigrantes, a fim de integrá-los socialmente, não é bem visto por algumas pessoas. Dentre inúmeros atos xenofóbicos que ocorrem, em agosto de 2017, no Rio de Janeiro, um refugiado sírio foi agredido verbalmente em público, no local onde trabalhava vendendo alimentos típicos de seu país. Visto que tais acontecimentos não são raros, faz-se mister uma metanoia por parte da população.

Ademais, a imposição de esteriótipos, baseados principalmente em religião, torna-se um dos fatores que contribui para a xenofobia. Certamente, seja em pequenos ou grandes grupos sociais - países, por exemplo - padronizar o comportamento de todos em detrimento de alguns indivíduos acarreta problemas, como a exclusão, a violência física e psicológica e até a morte. Dito isto, pode-se observar a seriedade desse assunto com uma das tragédias vista em Roraima: uma bomba caseira foi jogada numa casa que abrigava uma família venezuelana, em que os pais e uma criança de 3 anos sofreram queimaduras graves.

Em suma, medidas precisam ser tomadas a fim de anular tais fatores que corroboram a xenofobia no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve tornar obrigatório em todas as escolas a criação de debates e oficinas educacionais que ressaltem o respeito, a fim de promover o relativismo cultural e extinguir os preconceitos. Da mesma maneira, a mídia deve atuar com o mesmo propósito, sendo útil para divulgar a importância de acolher e integrar refugiados e imigrantes, e facilitar as denúncias de quaisquer tipos de repressão social que estes sofram. Dessarte, o Ministério da Justiça deve regularizar as leis e efetivar as punições necessárias, logo a construção de uma sociedade mais humanitária será possível, assim como a distanciação do etnocentrismo grego.