A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 13/09/2019

O fenômeno a globalização após a Guerra Fria possibilitou a disseminação de culturas em escala mundial, que formam o hibridismo cultural, porém acontece também um choque de culturas: a xenofobia. Entretanto, esse preconceito prioriza um olhar etnocêntrico contra aquilo que é diferente, e assim, portanto, gerando inúmeros conflitos. Diante disso, é necessário que haja uma discussão a cerca desse assunto, para que se garanta o respeito entre a sociedade.

A princípio, torna-se capaz perceber, que apesar da miscigenação do Brasil, é um dos lugares onde acontecem mais preconceitos. Segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos, em janeiro de 2018, constatou que houve um crescimento de 633% das denúncias de xenofobia no Brasil em comparação com 2014. Percebe-se que um agravante para o aumento do número é a chegada de refugiados ao Brasil, uma vez que o pensamento coletivo sobre essas pessoas são pejorativos de superioridade. Diante disse, o antropólogo Franz Boas diz que: deve-se enxergar uma cultura como um conjunto de diversos fatores, como uma totalidade, como algo impossível de ser resumido em leis.

Desse modo, não apenas o pensamento de superioridade, como também a dificuldade de lidar com o diferente são fatores para o preconceito. À vista disso, nota-se que desde a ascensão da Globalização gerando uma hegemonia entre os países, em virtude disso, quando há algo considerado diferente gera um estranhamento, não sabendo como lidar em tais situações. Portanto, verifica-se isso pela criação do grupo de terroristas, Al-Qaeda, o qual cometeu inúmeros ataques terroristas no onze de setembro, originado para que não houvesse mais desigualdade entre os grupos étnicos. Logo, isso mostra que uma atitude xenofóbica pode causar danos irreparáveis para toda uma nação.

Nesse sentido, fica claro que medidas precisam ser colocadas em prática contra esse tipo de preconceito. Primeiramente pelo poder legislativo, com a criação de uma lei, que proteja as vítimas de atitudes xenofóbicas e também campanhas para os praticantes desse preconceito, para que dessa forma possam ser reconhecidos discursos e atitudes desrespeitosas contra outras culturas e pessoas, a fim de que ambos os indivíduos da sociedade possam conviver em harmonia. Em conjunto de campanhas nas redes sociais e programas televisionados pela ACNUR, uma agência da ONU para a proteção dos refugiados no Brasil, para que chegue a todos informações sobre as diferenças culturais e principalmente sobre o respeito mútuo de uma maneira interativa e comunicativa com toda a população, com o objetivo de que possa ser colocado em prática as diferenças sociais de cada grupo étnico. Conforme filosofo Francis Bacon disse: saber é poder, por conseguinte o poder de mudanças sociais não apenas vítimas da globalização.