A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 08/06/2020

Muito tem-se comentado a respeito do preconceito e dos conflitos contra os imigrantes no Brasil. No século XX a Europa era palco de duas guerras, sendo a segunda bastante relevante, a nação Alemã era comandada por Adolf Hitler, que tinha um preconceito gigantesco com os índividuos de religiões e culturas opostas. O Brasil contemporâneo convive com esta mesma problemática, em que a xenofobia vem se agravando de várias formas. Nesse sentido, fatores de ordem histórica e educacional se apresentam como as principais causas dessa problemática.

Em primeiro lugar, é importante destacar que se vive em um País escravocrata e uma contínua marginalização dos negros na sociedade, o ódio aos imigrantes não-brancos se torna uma realidade. De acordo com a revista Carta Capital, as principais vítimas de xenofobia no país são os haitianos, o que reforça a continuidade de um antigo problema brasileiro. Combater o racismo, nesse contexto, é um dever de Estado e também uma luta contra a discriminação de imigrantes e refugiados.

Além disso, salienta-se também, a superiorização de alguns grupos, enquanto outros são hostilizados e diminuídos. Sócrates, filósofo grego, dizia que o prórpio não era ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo. Por exemplo, ainda este ano, Rebecca Jackson-Salado, uma professora norte-americana formada em inglês para estrangeiros, foi zombada por fazer comentários sobre a cultura brasileira nas redes sociais.

Portanto, é necessário que o Governo tome providências para melhorar o quadro atual. Para que possa ocorrer uma aceitação e integração correta e justa, é impreterível que o Ministério da Justiça e Segurança Pública facilite o processo de recebimento das solicitações de refúgio, juntamente com ONGs dispostas a promover os direitos humanos dos envolvidos, aumentando sua abrangência e acesso aos implicados. Evitando, assim, que ocorra como na Grécia Antiga, afinal, como disse Sócrates, todos são habitantes do mundo.