A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 10/06/2020

“Eu vi o sangue que corria na montanha quando Hitler chamou toda Alemanha” (Raul Seixas). O trecho da música aludida refere-se a Segunda Guerra Mundial, onde o sangue de milhões de pessoas foi derramado principalmente dos judeus, em nome do predomínio da massa Ariana. Contudo, apesar dessa horrível brutalidade que o regime nazista ocasionou, jamais deve ser esquecida e necessita ser usada para expor o que essa repulsa ao estrangeiro pode ocasionar e suas consequências.

Apesar de o Brasil ter sua fama de receber os estrangeiros de forma afetuosa, o preconceito da sociedade brasileira persiste e isso acaba sendo um grande problema. Muitas pessoas que vem para o Brasil a procura de uma condição de vida melhor ou refugiados sofrem agressões tanto físicas quanto verbais e esse problema está bastante longínquo de ser solucionado.

Graças ao jusnaturalismo de John Locke, torna-se impossível defender o ato de xenofobia, pois John Locke enaltece a vida e a liberdade como direitos que existem em virtude da condição humana. Portanto, nenhum cidadão brasileiro, independente do contexto pode interferir no ir e vir dos estrangeiros, já que isso é contra a liberdade do ser.

Entretanto, deve ser considerada a liberdade de estrangeiros como algo inalienável. Já que ir contra é restringir os direitos civis. Sem embargo, cabe ao Parlamento brasileiro confirmar esses valores. O projeto deve-se certificar ao imigrante uma boa comunicação com os Órgãos Públicos, criando tribunais e delegacias que sejam especializadas para receber queixas e denúncias contra os atos xenofóbicos. Tornando-se assim mais fácil e eficiente quando for necessário ir a julgamento.