A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 02/07/2020
No século XVI, Pedro Alvares Cabral chegou ao Brasil pela primeira vez e realizou o contato com os primeiros nativos da região. Ele foi, então, muito bem recebido pelos índios que ali estavam. Infelizmente, essa receptividade dos brasileiros foi perdendo-se com o tempo graças aos desmandos históricos no país e aos acontecimentos internacionais.
Primeiramente, vale ressaltar que o Brasil é uma região onde aconteceram vários fatos que corroboram a visão xenofóbica da sociedade atual. Um desses fatos é o Colonialismo, que por meio da escravidão de povos africanos, instaurou um regime onde os estrangeiros eram vistos como a escória da sociedade, simplesmente porque, em muitos dos casos, os que vinham ao “Novo Mundo” eram pobres e escravos, à época estigmatizados. Dessa forma, após séculos de desenvolvimento, ainda é possível notar as consequências do fatídico passado escravista.
Ademais, numa visão mais moderna da situação, a migração causada principalmente pela pobreza, tem sido uma pauta preocupante ao Brasil. Assim, um exemplo disso é a grande leva haitianos que, segundo o site G1, chegaram ao país, em torno de 2012, por meio do mar, para fugir da guerra e da pobreza em que encontravam-se. Contudo, esses sofrem por encontrarem, no Brasil, um povo xenofóbico que mantém-se ligado às suas raízes.
Assim, considerando o exposto, é necessário que o povo brasileiro, influenciados por campanhas televisivas do Ministério da Educação, se sensibilize e crie uma Organização Não Governamental de amparo aos refugiados internacionais, para que, por meio da arrecadação de doações, as famílias que chegam ao Brasil possam ter seus direitos garantidos. E ainda, é preciso que o Ministério da Educação fortifique as campanhas contra a xenofobia, para que o povo possa entender que o passado escravista deve ser superado. Fazendo-se isso, o passado e o presente se complementarão, garantindo uma adequação da conduta social brasileira ante os desafios da xenofobia.