A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Cidadania - uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o significado - quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. Entretanto, no Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é a xenofobia, pois o cidadão é impedido de usufruir de seus direitos. Nessa perspectiva, seja pelo ultranacionalismo, seja pela falta de informação intercultural, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer como a xenofobia, o preconceito, a intolerância, o sentimento de superioridade limita a cidadania do indivíduo, que tem como princípio fundamental, o direito e o bem-estar social. Nesse sentido, segundo Gilberto Dimenstein, apesar da declaração Universal dos direitos humanos e de todos os modernos códigos legais que regem o país, o Brasil ainda é negligente quando o assunto é solidariedade e respeito aos imigrantes, presenciando sobretudo,  com constantes discurso de ódio e desprezo, além de atos de violências físicas, principalmente contra refugiados, como a camada venezuelana e haitiana. Desse modo, é necessário que medidas sejam tomadas para que a sociedade possa usufruir de seus direitos.

Somado a isso,  é preciso atentar que uma das causas que corrobora para persistência do problema está ligado, sobretudo, ao desconhecimento em relação ao estrangeiro. Tal fato ocorre muita das vezes devido ausência de compreensão populacional pela diferentes aparências, costumes, culturas, vinculada com a falta de empatia, que contribui para que esses povos sejam vistos como “ameaças” ao status social, a identidade nacional, e ao sucesso econômico do cidadão, com a ideia de que os imigrantes tomariam vagas de trabalho. Nesse âmbito, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea, fazendo mister a alteração dessa mentalidade conservadora e nacional para que não haja segregação com indivíduos de outros países.

Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do governo, que deve por meio de projetos e campanhas, promover debates e palestras para pais e alunos nas escolas, abordando a importância da desconstrução do preconceito e da violência, a fim de proporcionar uma sociedade mais tolerante acerca das diferenças étnicas e culturais, contribuindo assim , para o surgimento de um país mais justo e igualitário no qual os problemas poderão ser mazelas passadas na história brasileira.