A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
A datar de 1500, no Brasil, ocorreu o processo de colonização, na qual este foi o responsável por formar a vasta identidade cultural do povo. Tal variedade é pautada na miscigenação de diversas nacionalidades, as quais contribuíram com seus aspectos culturais, práticas e tradições para a estruturação de hábitos e conhecimentos do brasileiro. Ainda que, o país seja resultado do caldeamento étnico, a aversão/antipatia ao estrangeiro e/ou aquele que vem de fora do âmbito social do individuo é um problema que deve ser tratado. Dessa forma, é válido ressaltar que tanto o ultranacionalismo quanto a indiligência social no que tange a questão dos imigrantes, agravam a situação no Brasil.
Em primeira análise, é importante ressaltar que o discurso exacerbado do culto à nação traz um sentimento excessivo e ufanista à pátria. Não só, a diversidade étnica brasileira é prevista na lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997, como também é, em tese, passível de punição nos artigos subsequentes. No entanto, a realidade permanece incoerente com a amplitude cultural, na qual as ações ultranacionalistas fazem com que o individuo repudie etnias e culturas exteriores, desvirtuando-se de princípios morais, sociais e da lei.
Ademais, é notório e lastimável a ignorância em relação a situação do imigrante. Segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos, foi constatado que houve um crescimento de 633% das denúncias de xenofobia no Brasil em comparação com 2014. Além disso, uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriu que 60% dos homens e 100% das mulheres haitianas entrevistados sofrem de xenofobia no trabalho. Fatores estes que respaldam a degradante condições dos imigrantes.
Portanto, indubitavelmente, caminhos são necessários para que o pais contorne a situação. Sendo assim, cabe as prefeituras efetivarem as leis, por meio do aumento do número de postos de denúncias nas cidades. Em adição, o Ministério da Educação juntamente com as instituições de ensino melhorarem o nível de proficiência dos alunos, por meio de aulas extras em matérias como filosofia, história e sociologia, a fim de que torne mais humanizado o convívio interétnico e regional entre as pessoas de diversas localidades, costumes e tradições. Dessa maneira, notar-se-à que a implantação de tais medidas melhoram a agravante no Brasil.