A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a xenofobia torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ideia de que imigrantes retratam um risco ao status econômico dos cidadãos, seja pela ideia de superioridade, o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que a concepção de que os imigrantes representam um risco à condição econômica dos cidadãos leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica a mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente ao preconceito contra pessoas estrangeiras persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.
Vale analisar, ainda, que o etnocentrismo corrobora de uma forma intensiva para o entrave. Esse conceito nada mais é do que um certo grupo étnico é superior aos outros, discriminando quaisquer outros grupos com diferentes características. Sem dúvidas, o exemplo que mais se destaca é o da Alemanha nazista de Hitler, o ditador divulgou a ideia de que os “arianos” eram uma raça superior, e que todas as outras deveriam ser eliminadas. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formar indivíduos conscientes e autorrelflexivos, capazes de intervir e melhorar a sociedade em que vivem.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter o impasse. Sendo assim, o Ministério da Educação, juntamente com professores e psicólogos, poderia realizar palestras nas escolas, a fim de desconstruir preconceitos existente contra as culturas diferentes e ressaltar a tolerância aos grupos mais atingidos, promovendo a valorização da presença e da cultura dos estrangeiros. Por fim, o Ministério da Justiça deveria julgar os casos desse tipo de crime com mais eficiência, para, dessa forma, minimizar o número de agressões geradas por tal contexto. Dessa forma, observa-se uma sociedade mais igualitária.