A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Muito se tem discutido acerca do discurso xenofóbico no cenário brasileiro e seus grandes impactos na sociedade atual. Casos de xenofobia são comuns desde a antiguidade e, no Brasil, a situação não é exceção. Ao longo da história, o comportamento bárbaro dos romanos em relação aos estrangeiros tornou-se cada vez mais errôneo, mas não o suficiente para evitar completamente a implementação na modernidade. Portanto, é necessário debater as causas e consequências predominantes na sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, deve-se destacar que as principais razões do ódio aos estrangeiros se devem à superioridade e ao extremo orgulho da identidade nacional. No Brasil, o ponto de compreensão da xenofobia é a percepção de que os imigrantes representam uma ameaça ao sucesso econômico dos cidadãos, assim como a ideia de que os imigrantes vão conseguir empregos. Em tempos de crise econômica, a taxa de desemprego sobe e a competição pelos trabalhos oferecidos torna-se cada vez mais acirrada.
Essa intolerância vista sobre uma perspectiva socioeconômica aumenta o nível de alienação populacional, uma vez que as disseminações de ideias preconceituosas se estabelecem, também, no ambiente de mídia. Como foi o caso de um vídeo publicado nas redes sociais de um homem exaltado que grita repetidas vezes “sai do meu País!”, ostentando dois pedaços de madeira nas mãos e ameaçando o refugiado. Esse reflexo, uma vez aprofundados por meio dos canais culturais populares, intensificam a falta de conhecimento sobre a diversidade cultural.
Dado o exposto, cabe ao Ministério de Justiça criar um órgão especializado no atendimento aos imigrantes e refugiados, com enfoque na regulamentação dessas pessoas dentro do Brasil. Ademais, que o Ministério de Educação promova, juntamente com instituições de cunho imigratório como ACNUR e CDHIC, palestras nas escolas para pais e alunos sobre a importância da desconstrução do preconceito, a fim de atingir a tolerância.