A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a xenofobia afeta a sociedade como todo.Assim seja pela falta de ações do governo para ajudar essas pessoas, seja pelo baixo nível de práticas efetuadas pela sociedade para intervir nesse entrave, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é indiscutível que o poder público se omite frente ao agravamento da situação. Segundo a Constituição, é dever do Estado promover o bem de todos, sem qualquer tipo de preconceito, discriminação ou favoritismo, porém não é isso que se observa quando o assunto é xenofobia. Isso ocorre porque o problema maior na legislação, em sentido lato, consiste no fato de que a teoria nem sempre é aplicada na prática. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.
Por conseguinte, discussões importantes, como sobre a xenofobia têm ficado à margem das prioridades da população brasileira. Nesse viés, é importante salientar o papel da sociedade brasileira, visto que o controle social representa uma ferramenta indispensável para combater a omissão do governo frente ao problema. De acordo com o filósofo e sociólogo alemão Theodor Adorno a emancipação do cidadão deve partir da autonomia e da autorreflexão. Portanto, faz-se mister que o brasileiro se veja como parte integrante da comunidade em que vive, pois só assim será capaz de nela intervir.
Em suma, cabe ao Governo em parceria com Ministério da cultura criar campanhas, palestas e hábitos de orientação nas escolas em combater a xenofobia, para mostrar os malefícios que a intolerância aos gringos gera na sociedade.Destarte, o Estado deve abandonar a “cômodo” e fazer ações efetivas para apoiar os estrangeiros, para o bem-estar da sociedade.