A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto a xenofobia torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva seja pelo ultranacionalismo, seja pela vulnerabilidade ao abuso. No entanto, essa é uma prática que deve ser dizimado do âmbito brasileiro.
Em primeiro lugar, é relevante ressaltar que o ultranacionalismo corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque pressupõe a superioridade de uma etnia para estabelecer um modelo de manutenção da ordem política e social, além de está atrelado ao falso conceito de “raça”, cenário esse incoerente tendo em consideração a ampla miscigenação do país. Logo, é inevitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.
Em segundo lugar, é indiscutível que a vulnerabilidade ao abuso contribui para o agravamento da situação. Segundo a ONG Walk Free, estimulou que, em 2016, cerca de 161 mil pessoas trabalhavam em condições análogas à escravidão. Sendo assim, alguns imigrantes acabam sendo prejudicados por pessoas e empresas que se aproveitam da dificuldade que alguns estrangeiros têm de arranjar emprego e do fato de que essas pessoas não conhecem muito sobre a lei trabalhista nacional. Nesse sentido é preciso providências para a resolução do problema.
Portando, são necessárias medidas para mitigar a problemática. Nesse viés, cabe as instituições governamentais promoverem programas de integração verdadeiramente efetivos, por meio de debates e palestras, para que os cidadãos comuns realmente conheçam as pessoas que vêm de fora. Somente assim, a partir dessas ações o problema será solucionado.