A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o ódio sem motivo por pessoas de diferentes regiões torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de efetividade nas punições, seja pela falta da discussão sobre essa temática nas escolas, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que os frequentes casos de xenofobia não levam o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante a baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura.), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente a esse problema persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.
Ademais, é de suma importância que desde cedo, as crianças entendam e conversem sobre como a xenofobia é errada e seus malefícios à sociedade. Segundo Nelson Mandela, ninguém nasce aprendendo a odiar outra pessoa, elas aprendem, da mesma forma que podem aprender a amar. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formar indivíduos conscientes capazes de intervir e melhorar a sociedade em que vivem.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver a problemática em questão. Diante disso, cabe a câmara e ao senado, a criação de leis com punições mais graves, e ao poder judiciário que essas punições sejam realmente. A ideia é que com essas medidas, os casos dessa criminalidade acabem, assim, tornando o país melhor.