A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
O holocausto, genocídio conhecido por exterminar os judeus e negros, é visto como um ato racista e repugnante até hoje. Porém, essa descriminação ainda está implantada na sociedade quando o assunto é xenofobia - antipatia por pessoas estranhas, ou pelo que é incomum ou vem de fora do país.
Em primeiro lugar, é indiscutível que o poder público se omite frente ao agravamento da situação. De acordo com Marshall, o Estado tem a responsabilidade social de dar a seus cidadãos um mínimo bem-estar e segurança econômica, além do pleno direito ao patrimônio social e a uma vida civilizada segundo os padrões vigentes, porém não é isso que se observa quando o assunto é xenofobia, a descriminação com imigrantes e raças diferentes. Isso ocorre porque o problema maior na legislação, em sentido lato, consiste no fato de que a teoria nem sempre é aplicada na prática. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.
Por conseguinte, discussões importantes, como sobre a xenofobia brasileira têm ficado à margem das prioridades da população brasileira. Nesse viés, é importante salientar o papel da sociedade brasileira, visto que o controle social representa uma ferramenta indispensável para combater a omissão do governo frente ao problema. De acordo com o filósofo e sociólogo alemão Theodor Adorno a emancipação do cidadão deve partir da autonomia e da autorreflexão. Portanto, faz-se mister que o imigrante se veja como parte integrante da comunidade em que vive, pois só assim será capaz de nela intervir.
Portanto, indubitavelmente, são necessárias medidas capazes de contornar a situação. Sendo assim, cabe a mídia influenciar na integração social -com o exemplo nos atos de figuras públicas de alta influência- por meio de propagandas e publicações em redes sociais, para que a taxa de discriminação racial possa diminuir. Dessa forma, notar-se-á que a implantação de tais medidas melhora a agravante do país.