A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Desde a Grécia Antiga, o preconceito contra os imigrantes era muito frequente. Isso porque, na época, eles não eram considerados cidadãos, não podendo ter direitos como outros indivíduos. Apesar do tempo, isso ainda ocorre em todo o mundo. O Brasil tem a fama de ser muito bem receptivo com os estrangeiros, entretanto isso ocorre apenas com os de origem europeia. Os oriundos da África, por exemplo, são constantes alvos de preconceito e agressões físicas e verbais.

Efetivamente, é notório a diferença entre a simpatização dos brasileiros com os europeus e com os africanos. Em Blumenau/SC, ocorre todo ano a Oktoberfest, um evento que comemora a cultura alemã no Brasil. Enquanto isso, o número de denúncias de casos de xenofobia só aumenta, e os principais alvos dessa discriminação são os haitianos e os árabes, todavia, os muçulmanos ainda são chamados de terroristas ou “homens/mulheres bomba”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse tipo de preconceito nem sempre se direciona a um estrangeiro. De acordo com a Secretaria Especial de Direitos Humanos/Ministério da Justiça e Cidadania, cerca de 10,2% das vítimas da xenofobia no Brasil são os nordestinos, principais alvos do eixo centro–sul (regiões Sudeste e Sul). Em alguns casos, essa noção de superioridade dos sulistas chaga ao extremo, como o movimento separatista “Sul é Meu País”, tudo isso por causa das diferenças nas culturas e qualidade de vida.

Por fim, Nelson Mandela disse “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Por isso, a fim de diminuir esse ódio e aumentar a conscientização, faz-se necessário que o Ministério da Justiça crie campanhas, com palestras nas ruas e nas escolas, levando informações sobre as diferentes culturas e religiões, bem como, histórias de vida dos refugiados.