A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade, educação e ao bem-estar social. De maneira análoga ao documento citado, a xenofobia no Brasil impossibilita que refugiados desfrutem desses direitos universais na prática.Embora o país seja fruto de uma aglomeração de etnias, atos xenofóbicos são uma grande problemática em âmbito nacional.

Convém lembrar que desde o Período Colonial, a partir do século XVI até o século XIX, a economia brasileira foi sustentada pela mão de obra escrava, sobretudo, africana, reforçando um contexto de ódio, violência e intolerância.Em virtude do pensamento português de soberania, os escravos africanos foram desconsiderados enquanto cidadãos brasileiros e sua cultura suprimida em detrimento dos costumes europeus. Dessa maneira, tal problemática perdura até hoje devido a um passado excludente, ao passo que a sociedade contemporânea ignora a maneira como a história foi construída.

Além disso o descumprimento da lei influencia tal imbróglio. Esse cenário, de acordo com o iluminista John Locke, é uma violação do “contrato social”, uma vez que o Estado não cumpre com sua função de promover o bem de todos, colaborando, desse modo, com a persistência do problema. Sob essa ótica, é possível verificar que a ideia do contratualista inglês se encontra deturpada no Brasil, visto que o combate à xenofobia não se mostra como prioridade às autoridades nacionais.

Em virtude dos fatos mencionados para que essa prática deixe de ser um problema no contexto nacional urge que o Ministério da Educação, em parceria com entidades responsáveis pela integração de imigrantes, por meio de verbas governamentais, implemente e disponibilize aulas de filosofia e sociologia para toda comunidade, exibindo a dura e indigna realidade de muitos imigrante no Brasil, expondo suas carências e dificuldades,afim de introduzi-los mais amplamente na sociedade.