A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 10/08/2020

O xenofobismo é algo que em nosso mundo globalizado com bastante força e que, graça á maior utilização das redes sociais, os casos estão cada vez mais evidentes, deixando de ser encobertados e tratados como normais. Todavia a xenofobia não começou agora, ela sempre esteve entre todos. O enfrentamento da xenofobia é um desafio para essa época, pois cada vez as fronteiras nacionais estão  sendo rompidas e os cidadãos passam a conviver não somente com seus semelhantes da pátria, mas com todos, como cidadãos de um mundo universalista. De acordo com dados oficiais do ACN, mais de 60 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar seus países em função de guerras, perseguições políticas e violação dos direitos humanos.

É conveniente recordar-se de que em janeiro de 2018, a Secretaria especial de Direitos humanos mostrou um relatório com dados sobre queixas de violação de direitos humanos. Com isso, foi constatado que houve um acréscimo de  663% das queixas de xenofobia no Brasil. A cerca de 6 anos atrás, um fluxo migratório de haitianos era intenso, muitas denúncias foram feitas. No portal Terra, dois imigrantes relataram casos em que foram vitima de preconceito, eles não quiseram ser identificados, mas, afirmaram que era comum pessoas o chamarem de “gays”, a fim de ofendê-los. Um deles disse também que um grupo de crianças o perguntou se ele não tinha sabonete, por causa de sua cor de pele. Uma publicação de 2016 pelo programa cidade Alteridade da UFMG, descobriu que mais de 50% dos homens haitianos sofrem xenofobia e outros tipos de preconceito, já o número de mulheres atinge 100%.

A serie da Neflix, Brooklyn Nine-Nine, aborda o preconceito racial e o xenofobismo principalmente na trajetória do personagem Raymond Holt. Em alguns flashbacks resgatando momentos de Holt no inicio de sua carreira na policia, é possível entra em contato com todo o preconceito sofrido pelo capitão no ambiente de trabalho. Negro e homossexual numa época e ambiente ainda de dinâmica mais conversadora e preconceituosa, Holt fala que escolheu muitas de suas batalhas para chegar onde chegou, e usa da hierarquia politica para mudar ao longo do tempo as remanescências ainda forte do rascismo que sofreu.

Levando-se em conta o que foi observado é necessário que as pessoas devem se aproximar dos estrangeiros com o intuito de os conhecerem melhor, conhecer suas culturas. Isso ajudará na inclusão social de pessoas com etnias diferentes. Pode-se também promover conscientização por meio de palestras, debates, seminários, ações culturais, entre outros.Outra coisa que poderia fazer seria organizar reunioes e ações a favor dessa integração social.