A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 11/08/2020

Apesar do Brasil ser um país significativamente mestiço, tendo sua população composta por descendentes de índios, brancos europeus, africanos e orientais, a xenofobia ainda é praticada pela população. Mesmo sendo uma palavra relativamente nova e tendo seu significado pouco conhecido, em 1941 na Europa, foi possível ver um exemplo dessa situação, conhecido mundialmente como Holocausto, o genocídio em massa de judeus, organizado por Adolf Hitler durante a segunda guerra mundial, foi um ato de extrema supremacia ariana e xenofóbico, o que consequentemente abriu os olhos de muitas pessoas para o transtorno psiquiátrico, sendo definido pela ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) como “atitudes, preconceitos e comportamentos que rejeitam, excluem e difamam as pessoas com base na percepção de que são estrangeiros à comunidade ou sociedade nacional”, hoje é considerado crime no Brasil, pela Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997.

Ao analisar os fatos, é possível perceber que a xenofobia não ocorre apenas com estrangeiros mas também entre pessoas do mesmo país como, por exemplo, na região Sudeste do Brasil e principalmente em São Paulo, onde existem vários grupos neonazistas, tendo os Skinheads como principal, que propagam o ódio contra nordestinos, nortistas, negros, indígenas, homossexuais, judeus e muçulmanos.

Convém lembrar que devido a pandemia do Covid19, os nipo-brasileiros e descendentes de qualquer outro país oriental são os principais alvos de ataques xenofóbicos e racistas, enfrentando diariamente constrangimento público e virtual, comentários insultantes como “Xing ling”, “Nação sem higiene” e “Você não é chinês né? Não quero pegar coronavírus” infelizmente, estão acontecendo de forma descontrolada, mostrando que esse comportamento é só uma maneira débil usada para mascarar o preconceito existente.

Portanto, levando os dados levantados em consideração, uma das melhores formas de prevenir a xenofobia é a empatia com o outro, a população precisa dar o primeiro passo para acabar com essa situação e mergulhar na cultura do outro sem um pensamento estereotipado antes, sempre disposto a aprender. Campanhas da ONU e hashtags no Twitter são meios bastante comuns para a conscientização do povo, além dos métodos básicos de denúncia, como o BO e Disque 100, e maior atenção do governo a Lei nº 9.459.