A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 11/08/2020
Muito se tem discutido, recentemente, a cerca da xenofobia no Brasil que, comprovada cientificamente por uma pesquisa realizada pela ONU em 2014, é estrutural. Apesar de miscigenado, o país enfrenta uma ponderosa luta cotra o preconceito enraizado na mente, nos costumes e até mesmo na linguagem nacional. Acrescenta-se a isso, um aumento de denuncias feitas por brasilianos aos imigrantes e refugiados no país, que levou as autoridades estaduais e federais a uma luta para erradicar os atos xenofóbicos na nação.
Primeiramente, é preciso esclarecer que embora o Brasil seja caracterizado por receber “De braços abertos” os imigrantes que chegam no país, múltiplos ataques, sejam verbais ou físicos, levantaram questionamentos quanto a intolerância de certos brasileiros com estrangeiros, sobretudo com sua religião. Somente entre 2014 e 2015, o número de denuncias pelo disque 100 aumentou em 633%, sendo desses, 26,8% haitianos e 12,45% árabes e muçulmanos, segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Outro caso a ser analisado é o preconceito sofrido pelos próprios brasileiros e causados pelos mesmos. Hodiernamente, é muito comum ouvir expressões como, “baiano preguiçoso” ou “cearense cabeçudo”, para caracterizar indivíduos de uma mesma raça, porém de diferentes regiões e religiões, que dependendo do lugar em que for praticada sofre discriminação, como por exemplo a cultura indígena, que é comum no Norte do país e censurada nas outras regiões e o Candomblé, que é uma religião comum no Nordeste e causa estranheza em outras localidades.
Como forma de combate, faz-se necessário a expansão da divulgação de campanhas informativas já existentes, como por exemplo a #XenofobiaNãoCombina, criada pelo governo e tem como alvo integrantes das redes sociais. É preciso também gerar novas campanhas informativas que conscientize não apenas pelas redes sociais, mas também através de cartazes e palestras dadas por especialistas em escolas e locais públicos, como unidades de saúde. Como forma de deter os praticantes chauvinistas, um aumento penal, que atualmente é de 3 anos de reclusão e/ou multa, desde 1997, afim de deter os praticantes. Cabe a sociedade, compreender que todos devem respeitar qualquer indivíduo, independentemente de sua raça, cultura, história e religião, tornando assim o país um lugar harmonioso para se viver.