A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 11/08/2020

No sentido literal da palavra, xenofobia significa “medo do desconhecido”. Na prática, tal ato é um preconceito social, a partir de toda e qualquer manifestação de ódio e repulsa pelo indivíduo pertencente à outra cidade, estado ou nação. Não somente pela localidade do sujeito, a xenofobia envolve também os costumes, cultura e tradições, por serem diferentes daquela praticada por quem realiza o preconceito.

Na maioria das vezes, os alvos da xenofobia são os imigrantes refugiados, como árabes e mexicanos, chineses e devotos ao islamismo. Essa forma de preconceito também se associa ao racismo, na qual pessoas de outras regiões, que apresentam cor de pele diferente das outras, são vítimas da desigualdade social, disseminadas por ódio e humilhação.

No Brasil, uma pesquisa publicada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que 60% da população de homens haitianos sofrem xenofobia, enquanto a população de mulheres haitianas chega a 100%. Esses estrangeiros ficam alheios à situações de trabalhos insalubres, até mesmo de escravidão, além de sofrer racismo, ataques de violência verbal e aqueles que terminam em mortes. O fenômeno da xenofobia acontece também  entre pessoas com a mesma nacionalidade, tornando-se alvos por sua cultura e forma de comunicação, como é o caso do Brasil com os habitantes do nordeste brasileiro, por exemplo.

A fim de amenizar a xenofobia no Brasil, deve-se dar mais vigor à lei 9.459, de 1997, na qual condena toda manifestação de ódio contra estrangeiros. Também, organização de ONGs para auxiliar aqueles que se refugiam no território, ofertas de empregos mais inclusivos à sociedade e não esconder a xenofobia no Brasil, para que seja de conhecimento público a atual situação do país, a partir de campanhas de conscientização. Dessa maneira, é possível o território brasileiro se sensibilizar mais aos estrangeiros, sendo uma país onde de fato estrangeiros possam se refugiar e se sentirem acolhidos.