A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 11/08/2020
Segundo o físico Albert Einstein, é mais difícil desintegrar um preconceito do que um átomo. Ainda que sejam épocas distintas, a arduidade em acabar com discriminações como a xenofobia se mantém. Por esse motivo, é de suma importância a compreensão e a transformação da sociedade em relação a essa questão no Brasil.
Apesar de ser um crime classificado na lei 9.459, a Secretaria de Direitos Humanos registrou um aumento nos casos de xenofobia em 633% entre 2014 e 2015. Um exemplo é Mohamed Ali, um refugiado que foi agredido fisicamente e verbalmente no Rio de Janeiro apenas por suas características étnicas demonstrarem que ele é originário de outro país.
Além disso, durante a pandemia do coronavírus inúmeros comentários de ódio são direcionados a chineses e até mesmo brasileiros com descendência asiática ao passo que notícias falsas circulam pelas redes sociais. Sendo assim, muitas vítimas desse preconceito decidem publicar relatos na internet revelando como esses tipos de comentários maldosos afetam sua saúde mental e seu dia a dia.
Ao observar os fatos apresentados, conclui-se que a xenofobia ainda é muito praticada no Brasil e faz vítimas diariamente principalmente com a propagação de notícias falsas. Portanto, o Ministério da Educação em parceira com o Ministério da Cultura deve promover campanhas informativas em escolas e por meio de propagandas televisivas com objetivo de conscientizar a população sobre o tema. Outrossim, é fundamental a punição de pessoas que cometerem atos xenofóbicos, visto que existe uma lei caracterizando a xenofobia como crime. Dessa forma, o Brasil se tornará um país seguro para descendentes e imigrantes orientais de modo que não seja possível utilizar o pensamento de Einstein nas próximas gerações.