A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 11/08/2020

É relevante afirmar que a formação da sociedade brasileira deriva de diversos povos, italianos, espanhóis, portugueses, africanos, entre outros. Contudo, mesmo com essa grande variedade de culturas ainda é possível notar a intolerância e a xenofobia contra esses imigrantes e minorias das classes sociais. A xenofobia está diretamente ligada com o fenômeno de migração, que caracteriza o mundo atualmente, e apesar de ser considerada como crime no Brasil, os casos de agressão provenientes de atitudes xenofóbicas aumentam de forma alarmante.

Antigamente, no período da Segunda Guerra Mundial, umas das maiores práticas da xenofobia ocorreu com a ascendência do Nazismo, visto que o discurso de ódio e a disseminação pelos alemães a grupos como judeus e homossexuais causou a morte de uma grande parcela da sociedade. Contemporaneamente, esse contexto de intolerância, infelizmente, é evidente na sociedade atual, sendo imigrantes aqueles mais afetados. Dessa forma, é comum pessoas xenofóbicas criarem ideias com a intenção de diminuir e denegrir determinados grupos. Nesse sentido, a xenofobia não é decorrente do medo, mas da falta de informação e do prejulgamento com as diferenças.

Segundo o relatório World Migration Report, publicado em 2018 pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelou que, entre 2010 e 2015, a população de migrantes que vive no Brasil cresceu 20%, são 713 mil estrangeiros residindo no país. É notório que a migração de pessoas ocorre por fatores múltiplos, como, por exemplo, fuga de violência ou de guerra e procura por melhores oportunidades de vida, mas por conta do medo os indivíduos de nacionalidades ou regiões específicas encontram, na maioria das vezes, dificuldade para se estabelecerem no mercado de trabalho e acabam optando por desenvolver atividades pouco reconhecidas e remuneradas, e em consequência disso vêm as dificuldades econômicas.

Portanto, é fundamental que o governo fiscalize e puna esses que praticam a xenofobia e que, juntamente com o MEC, inclua no ensino das escolas sobre a cultura dos atingidos pelo preconceito, para evitar a generalização de novos xenofóbicos. A mídia deve inserir programas que incentive a cultura dessas vítimas e o Comitê Nacional de Refugiados (CONARE) deve dá o devido auxílio a cada refugiado, a fim de que estes possam ter seus devidos direitos. Para que assim, se construa uma país e uma nacionalidade em que o respeito prevaleça acima de qualquer circunstância.