A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 11/08/2020
Na Grécia Antiga, nenhum imigrante era considerado cidadão, estrangeiros não podiam ter direitos como os outros indivíduos. Embora seja um cenário longevo, apresenta características que se estendem até a situação do Brasil atual. Presos numa enorme bolha sociocultural, a falta de tolerância e o etnocentrismo consolidam esse processo. Em primeiro lugar, destaca-se que, numa sociedade regrada, desde a infância, as pessoas são condicionadas a acreditarem numa normatização social: um padrão é imposto, e o diferente é dito como uma ameaça que merece ser punido. Em 2018, a Secretaria Especial de Direitos Humanos apresentou um relatório com dados de denúncias feitas em 2015. Constatou-se que houve um aumento de 633% das denúncias de xenofobia comparado com o ano anterior. Assim, compreende-se que, a xenofobia é algo inerente nas pessoas. Além disso, salienta-se também, a superiorização de alguns grupos, enquanto outros são hostilizados e diminuídos. Sócrates, filósofo grego, dizia que o próprio não era ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo. Porém, desde o período de sua vivência, entende-se que não funciona dessa forma. A Oktoberfest, por exemplo, -maior festa alemã das Américas- acontece anualmente no Brasil, enquanto religiões oriundas da África são constantemente demonizadas. Portanto, é necessário que o Governo tome providências para melhorar o quadro atual. Para que possa ocorrer uma aceitação e integração correta e justa, é impreterível que o Ministério da Justiça e Segurança Pública facilite o processo de recebimento das solicitações de refúgio, juntamente com ONGs dispostas a promover os direitos humanos dos envolvidos, aumentando sua abrangência e acesso aos implicados. Evitando, assim, que ocorra como na Grécia Antiga, afinal, como disse Sócrates, todos são habitantes do mundo.