A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 11/08/2020
Em 2017 Mohamed Ali, residente no Brasil há três anos, foi vítima de xenofobia em Copacabana enquanto trabalhava. Em vídeo publicado nas redes sociais é possível ver um homem exaltado que grita várias vezes “sai do meu país!”, ameaçando o refugiado com dois pedaços de madeira, ele ainda afirma que o país estaria sendo invadido por homens bombas que matam crianças. Isso mostra como ainda existe um grave problema com este tipo de preconceito que representa a aversão aos estrangeiros.
Em território brasileiro, essa intolerância é crime segundo a lei 9.459, de 1997, onde diz no seu primeiro artigo que serão punidos, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Apesar disto, os casos tem acontecido cada vez mais, de 2014 para 2015, por exemplo, a quantidade de denúncias feitas aumentou em 633% e mesmo assim na Justiça, quase não há registros de queixas que prosseguiram ou de xenófobos punidos.
Nelson Rodrigues explica o motivo desse preconceito ser praticado no Brasil através do termo “complexo de vira-lata”, trata-se do sentimento de inferioridade em relação a outras nações que faz reproduzir essas atitudes. Isso gera diversas consequências, entre elas, a dificuldade da integração de imigrantes na sociedade e a criação de esteriótipos, como é o caso da crença existente de que haitianos são pobres e não tem educação.
Contudo, conclui-se que é necessário que o governo crie campanhas mostrando apoio aos estrangeiros alocados no Brasil, fazendo do conhecimento de todos que assunto em pauta é crime e pode ter uma pena com reclusão de um a três anos. Além disso, é preciso que sejam aplicados projetos públicas e privadas que apresentem as consequências desse crime e o porque dele ser errado, educando então futuros adultos menos preconceituosos.