A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 11/08/2020
A palavra “xenofobia” foi popularizada há poucos anos, mas é uma realidade antiga no mundo inteiro e no Brasil isso não é diferente. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) define xenofobia como: “Atitudes, preconceitos e comportamentos que rejeitam, excluem e frequentemente difamam pessoas, com base na percepção de que eles são estranhos ou estrangeiros à comunidade, sociedade ou identidade nacional”.
A xenofobia afeta a maior parte de grupos migrantes, mas ainda assim se deve destacar a existência de uma questão de interseccionalidade. Não se pode considerar que todos os grupos enfrentam a xenofobia do mesmo modo. Diferentes fatores devem ser levados em consideração ao analisar a xenofobia contra determinado grupo, já que características como origem geográfica, cultura, gênero, cor, etnia, classe social e religião afetam a recepção desses estrangeiros nos países de destino.
Por conta da xenofobia, muitos imigrantes encontram dificuldades para se estabelecer no país. Uma delas é para conseguir um emprego, pois existem pessoas e empresas que se aproveitam dessa dificuldade e do fato de que essas pessoas não conhecem muito sobre a lei trabalhista nacional e acabam trabalhando em ambientes precários, gerando assim uma “escravidão moderna”.
Portanto, o primeiro passo para prevenir a xenofobia seria se aproximar e conversar com os estrangeiros, mergulhando e aprendendo sobre as outras culturas, com: programas de integração, oferecidos pelas instituições governamentais, verdadeiramente efetivos, onde os cidadãos comuns realmente conheçam as pessoas que vêm de fora e haja profissionais que possam intervir se surgir algum conflito. É importante que as redes de comunicação transmitam informações verdadeiras sobre a situação desses imigrantes, sem interesses políticos secretos que estimulem o medo e o ódio, para que assim não gere uma desigualdade com a população que já vive no Brasil.