A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 11/08/2020
Entende-se que, hodiernamente, pautas importantes como a xenofobia tem sido cada vez mais comentadas. Isso é um avanço extremamente importante, tendo em vista que, por exemplo, muitos países europeus obtém um tratamento hostil com relação aos refugiados, muitos deles vindos de países destruídos pela guerra. Entretanto, O Brasil não está alheio a essa prática. Muitos fatores de ordem histórica e educacional podem ser retratados como causas dessa problemática.
De primeiro momento, deve-se recordar que o racismo é uma mentalidade presente na população atual, e tem sua parcela de culpa nesta situação. A marginalização do povo africano fez com que a sociedade de elite se perpetuasse definitivamente, iniciando então uma divisão social, que está na raiz da sociedade e precisa ser desconstruída todos os dias. entender que o papel de sociedade não é restrito apenas para uma comunidade de pessoas como a elite brasileira é um dever de Estado e contra a discriminação de imigrantes e refugiados.
É indubitável que a educação transforma, principalmente na desconstrução de paradigmas sociais retrógrados e incabíveis no mundo atual. Portanto, potencial das escolas é pouquíssimo utilizado nas possibilidades de engajar-se em problemáticas importantes como esta. Levar isso aos cidadãos desde sua formação básica, seja de forma lúdica ou palestras e debates faz com que os horizontes se expandam e um novo olhar se forme. Quando estas atitudes não são realizadas, O resultado, infelizmente, é a formação de pessoas carregadas de estigmas e preconceitos acerca de assuntos pouco ou jamais trabalhados. A formação de senso crítico é essencial para formar pessoas que não aceitam opiniões que, em maioria, não representam o que realmente pensam. O preconceito não nasce com ninguém, é ensinado. O preconceito começa dentro de casa. Adultos, que também foram criados com essa mentalidade, ensinam isso a seus filhos, e assim por diante.
É visível a ligação entre fatos históricos e a educação no combate a xenofobia e demais preconceitos. Concluindo, é função do estado, por meio do ministério de educação incluir atualidades na grade curricular, abrindo espaço para questionamentos e debates do cotidiano, formando opiniões e defensores para, em um futuro próximo, atuarem na militância de causas locais. Também cabe ao estado, juntamente com veículos de informação acessíveis como rádio e televisão, iniciar palestras com especialistas e até mesmo testemunhas de tais atos, assim como propagandas e discursos contra essa prática. Com tais medidas, espera-se que o Brasil possa sustentar a expectativa de um país caloroso, receptivo e respeitoso a todos, independente da nacionalidade de qualquer indivíduo.