A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 18/08/2020

É inegável que em pleno século 21, no Brasil, ainda exista pessoas que possuem aversão a um cidadão que migra de um país ou de um estado diferente. Entretanto, esse tipo de agressão, disfarçada com tom de brincadeira, é tão habitual e automático que são cometidas pelas reproduções de frases como “isso é coisa de nordestino”, “ baiano é preguiçoso” e “ os venezuelanos vieram roubar nossos empregos”. Dessa forma, é notório a presença de atos xenofóbicos no cotidiano brasileiro, sendo necessário investigar as causas dessa problemática, bem como medidas para atenuar tal questão.

Convém ressaltar, a princípio, que a midiática, de forma sucinta, é uma grande geradora de ideias xenofóbicas, visto que, em alguns programas e filmes, representam figuras caricaturadas de cidadãos brasileiros de determinadas regiões e cidadãos de alguns países específicos. Esse pensamento coaduna-se a ideia evidenciada no livro “Showrnalismo: a notícia como espetáculo”, do jornalista José Arbex, uma vez que a mídia constrói os fatos e não contextualiza a ideologia e a identidade por trás de um espetáculo, consequentemente, ela contribui para a apatia e o preconceito com os habitantes de outras regiões. Com efeito, nota-se que abordar uma cultura superficial pode desencadear, sobre ela, sentimentos xenofóbicos.

Ademais, outro fator agravante desse quadro xenofóbico é o impacto que os fluxos de migrações forçadas causam nas políticas públicas do Brasil. Isso porque a estruturação na área da saúde, da educação e da segurança brasileira não consegue atender os cidadãos brasileiros e quando os refugiados chegam, eles causam mais gastos nessas áreas, consequentemente, as pessoas que dependiam dessas assistências governamentais sentem-se no direito de menosprezar esses imigrantes. Prova disso foi os ataques que os venezuelanos sofreram dos brasileiros na cidade de Pacaraima, em Roraima, no ano de 2018. Desse modo, fica evidente que a falta de estruturas básicas do país receptor de refugiados também ocasiona xenofobismo.

Infere-se, portanto, que o Brasil não é tão cordial quanto dizem, pois a prática da xenofobia no país permanece até os dia atuais. Com isso, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) e o governo solucionem esse impasse. O primeiro, deve implantar obrigatoriamente na grade curricular, desde o maternal até a faculdade, aulas que visam tratar de problemas sociais, de violências em suas várias formas e, principalmente, trabalhar com a desconstrução dessas ideias xenófobas vistas na mídia, haja vista que a escola é a base para a formação de um cidadão desenvolvido. O segundo, com parcerias, como o Facebook e Carrefour, deve desenvolver programas voltados a atender os refugiados, para que eles não sobrecarreguem os serviços públicos procurando por assistência. Só assim, o país progredirá.

. Só assim, o respeito

correta e que não resulte