A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 16/08/2020
Desde 1818, ano que data a primeira imigração não-portuguesa em território brasileiro, nota-se certo nível de xenofobia com essas pessoas, que por sua vez eram encaminhadas para campos de colheita para trabalharem com mão de obra barata. Mesmo representando menos de 1% da parcela populacional brasileira, imigrantes sofrem com a exclusão social, os mesmos entram no Brasil como forma de escapar de conflitos de seus país natais, no entanto ao adentrarem são mal recebidos e deparam-se com o falho sistema de integração de pessoas que faz-se vigente hodiernamente.
Verifica-se que a maioria dos imigrantes ou são árabes ou são haitianos, esse fato justifica-se pelo momento de instabilidade no qual essas regiões atravessam. Mesmo com o descaso público, existem ações organizadas que trabalham com esse problema, um bom exemplo é a iniciativa “Estou Refugiado”, que ajuda na parte de estabilização de pessoas de fora, fazendo com que haja menor dificuldade no processo de adaptação. Ao contrário do que muitos dizem, refugiados não “roubam” vagas de emprego de brasileiros, pois os mesmos podem até gerar renda para o país, desde que consigam estabelecer-se de forma estável e segura.
Vê-se que no Brasil a xenofobia possui: cor, nacionalidade e religião, dentro desse contexto há registros de casos de agressões verbais, como: “saia já do meu país” ou até notificações de trabalho escravo, em 2016 a ONG “Walk Free” estimou que 161 mil pessoas trabalhavam em condições semelhantes à escravidão no Brasil, esse dado pôs o Brasil ma posição 33 no ranking de Estados que mais praticavam o trabalho escravo. Esse problema é tão presente na cultura brasileira que pode ser encontrado até no esporte, recentemente Rafael Dudamel (ex treinador do Clube Atlético Mineiro) foi vítima de atos xenofóbicos, sendo criticado apenas por ser venezuelano.
Em virtude dos fatos mencionados, faz-se de extrema necessidade a fortificação de locais públicos para o acolhimento de refugiados, essa ação deve partir do Ministério da Infraestrutura, por meio do artigo 5 do Estatuto do Refugiado, com afins de auxiliar os migrantes nos seus primeiros momentos de contato com as cidades brasileiras, assim possibilitando a diminuição dessas pessoas vivendo em viadutos ou locais de pouco saneamento básico. Outrossim, o MEC (Ministério da Educação) por meio da oferta de debates e seminários nas escolas, orientar os alunos a prática da tolerância, gerando assim mais amor e menos ódio, podendo a médio prazo solucionar os problemas de preconceito.