A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 12/08/2020
A xenofobia consiste em menosprezar um indivíduo cuja nacionalidade, hábitos, costumes e cultura sejam diferentes dos seus. Embora seja uma atitude desprezível, se faz muito presente no mundo inteiro, sobretudo no Brasil, em que a desigualdade racial tem prevalecido. Por isso, faz-se necessário refletir acerca das origens e dos desafios a serem superados, a fim de combater esse problema no país.
A Lei nº 7.716, em seu artigo 1° garante que “serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Segundo dados divulgados pela a Secretária Especial de Direito Humanos, entre os anos de 2014 à 2015, os casos de denuncia aumentaram em mais de 590% e nenhum xenofóbico foi punido. Considerando tais informações, percebe-se que a lei não está sendo aplicada como foi escrita, o que revela tal negligência governamental.
A população brasileira nunca acolheu imigrantes de braços abertos. A vinda dos africanos foi forçada, devido à escravidão. A adaptação dos indígenas à civilização branca foi uma evasão ao genocídio. Por fim, a miscigenação ocorreu muito mais como uma forma de dominação do que de aceitação social, como acaba sendo retratado no romance Clara dos Anjos. Isto posto, se tal sociedade se quer foi capaz de emancipar a tolerância social entre seus nativos, o que será dos refugiados estrangeiros? Muitas vezes advindos de nações subdesenvolvidas e em conflito.
Em virtude dos fatos mencionados o Ministério da Educação deve incluir na matéria de filosofia módulos que mostrem a pluralidade cultural do mundo, pois o estranhamento advêm da falta de conhecimento de mundo. Também é imprescindível a atuação do CONARE (Comitê Nacional de Refugiados), no que concerne ao auxílio e assistência dada aos refugiados, a fim de torná-los aptos a defenderem seus direitos. Só assim, será possível construir um país no qual o respeito prevaleça sob qualquer forma de preconceito.