A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 20/08/2020
Com o impulsionamento da globalização, e por consequência de guerras civis, por exemplo, tem crescido o número de pessoas que se deslocam, á procura de uma condição de vida melhor, ou até mesmo precisando refugiar-se, já que seu país se encontra instável, seja de um país a outro, seja de uma região a outra. E em alguns casos, os residentes dos locais, não reagem de maneira acolhedora, e sim com aversão aos migrantes, tal ato é considerado xenofobia, que não se é usado apenas com migrantes, mas também contra seguidores de uma certa religião, classe econômica, raça e etc, é considerado crime, porém não tem a relevância que deveria.
É evidente que, o maior ato de xenofobia da história, juntamente com genocídio, foi o holocausto, onde judeus sofreram uma tentativa de extermínio, na Europa Nazista, durante a Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945, no qual houveram pelo menos 1,1 milhões de mortos, que morreram ou em câmara de gás, de fome, ou de alguma doença, simplesmente por serem judeus. Atualmente ainda é encontrado facilmente casos de xenofobia pelo mundo, como um caso que repercutiu em uma rede social chamada “twitter’, em abril de 2019, e foi parar nos jornais, como o Veja e o Jornal Nacional, onde brasileiros que cursavam uma faculdade em Lisboa, foram surpreendidos com cartaz, onde convocava estudantes portugueses a jogar pedras em estudantes brasileiros.
Decerto o Brasil é conhecido por ser um país acolhedor e multicultural, que recebe estrangeiros com muito apego, porém, segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos do governo federal, em 2015 o número de denúncias de xenofobia e intolerância religiosa, teve um crescimento de 633% se comparado aos dados de 2014. O secretário de Direitos Humanos, cita como exemplos perseguições contra haitianos, palestinos e nordestinos que vão para o sul do país. Pode-se usar como exemplo, o atentado que venezuelanos sofreram em Boa Vista, no estado de Roraima, onde desconhecidos ateiam fogo, na moradia dos estrangeiros, com os moradores dentro, é de salientar que uma criança de 3 anos, que morava em uma dessas casas, teve queimaduras de segundo grau em várias partes do corpo.
Primordialmente o Ministério da Educação, em parceria com ONGs como a CDHIC ( Centro de Direitos Humano e Cidadania do Imigrante), para que sejam organizadas palestras, que tenham como meta, promover empatia e desconstruir preconceitos, de preferência com palestrantes imigrantes, em unidades escolares, não só publicas, mas também privadas, com que os alunos aprendam desde pequenos, a importância do respeito mútuo, para que futuramente, sejam cidadãos respeitadores e solidários, já que como diz o escritor Franz Kafka “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”.