A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 15/08/2020
Desde a idade média, é notório o discurso de ódio para com povos de outras regiões do mundo, a barbarização dos povos estrangeiros na Roma Antiga foi ficando cada vez mais comum, chegaram a receber um apelido de conotação descriminatória, sendo tratados popularmente como “os bárbaros”, e no cenário brasileiro não era diferente. Xenofobia consiste na desconfiança, temor ou antipatia pelo que é incomum e vem de fora do país, fatores de ordem histórica e educacional se apresentam como principais causas dessa problemática.
A identidade cultural do Brasil foi constituída pela união de diversos povos, por mais que não tenha acontecido da melhor forma possível. Os escravos, por exemplo foram trazidos para o Brasil e obrigados a permanecer contra a sua vontade. A adaptação dos índios a civilização branca foi uma evasão ao genocídio , desse modo a miscigenação ocorreu como uma forma de dominação e não por aceitação social. Com a pressão da sociedade ao longo dos anos os índios foram abrindo mão da sua própria cultura para se adequar a um novo modelo de vida. Se a sociedade não exerceu a empatia pelos seus próprios nativos, o que será dos refugiados que na maioria das vezes vem de uma situação deplorável de guerras e conflitos?
Apesar da fama de receber bem imigrantes, entre 2014 e 2015 os casos de xenofobia no Brasil aumentaram cerca de 63%, porém na justiça quase não existem assentamentos de casos de xenofobia que foram punidos. Os principais alvos de descriminação são os refugiados, entre eles os haitianos, e pessoas de origem árabe ou muçulmana, as pessoas preconceituosas não estão acostumadas a lidar com o diferente e na cabeça delas o certo a fazer é destratar e ofender. Levando em conta essa problemática, a partir do ano de 1997 foi criada a Lei número 9.459 onde diz que xenofobia é crime e pode levar a prisão.
Levando em consideração todos os assuntos abordados acima, é necessário que se pense em medidas que acabem de uma vez por todas com todo tipo de preconceito, seja ele por cor de pele, raça, religião, entre outros. Para que isso ocorra é dever do Estado, juntamente com os níveis de governo municipal e estadual usar as mídias ao seu favor, a fim de promover campanhas com o intuito de proporcionar o respeito. É essencial também que desde das escolas primárias já seja implantada uma matéria para que todos aprendam desde novos que existem diferenças e que todas precisam ser respeitadas, e só assim terá a possibilidade de existir um mundo melhor sem nenhum tipo de censura e preconceito.