A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 13/08/2020

A obra O triste fim de Policarpo Quaresma, do escritor Pré-Modernista Lima Barreto, narra a história de um homem ultranacionalista que pretendia fechar o Brasil à cultura exterior. Ainda nesse enredo, a questão da xenofobia no país permanece acorrentada ás mazelas sociais. Desse modo, faz-se relevante analisar como o desconhecimento do estrangeiro e a descriminação quanto às pessoas de outras regiões brasileiras, são coeficientes ímpares à manutenção desse cenário.

Em primeira análise, a xenofobia é propulsora do medo e do ódio, que acaba por acometer um estrangeiro. Parafraseando o sociólogo Zygmunt Bauman, a modernidade em sua fluidez, contraria os preceitos de empatia, os quais deveriam existir entre os seres humanos. Nesse sentido, ao afirmar a volatilidade dos relacionamentos afirma-se, por consequência, que a existencia da aversão à estrangeiros é oriunda do desconhecimento da cultura de alguns povos. Assim, a ocorrencia de tal preconceito é um ato fuido, impensado, arraigado e, portanto, que perpassa gerações.

Além disso, muito embora a prática da xenofobia seja mais comum com pessoas advindas de outros países, a existencia desse preconceito com a população brasileira é presente no corpo social atual. De acordo com uma pesquisa realisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE- cerca de 13 por cento do Produto Interno Bruto -PIB- brasileiro é produzido pelo Nordeste. Posto isso, a discriminação quanto à população nordestina vai contra a contribuição dessa parcela do corpo social para à economia brasileira.

Nesse ínterim, observa-se que a presença da xenofobia em território nacional, é consequencia de um histórico pautato na hierarquia social. Sendo assim, cabe ao Governo por meio do Ministério da Cidadania, promover a conscientização por meio de debates e palestras educativas sobre o respeito às diferenças, a fim de minimizar os índices de casos de xenofobia no Brasil.