A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 14/08/2020

Identifica-se como xenofobia qualquer forma de violência que seja baseada nas diferenças geográficas, étnicas ou linguísticas. Levam-se em conta alguns pontos para definir quem são as pessoas que estão mais suscetíveis a suportar essa violência, sendo cultura, classe social, religião e cor os principais motivos. Entretanto, pode ocorrer também entre pessoas de determinada etnia em um mesmo país por terem costumes e cultura diferentes das demais.

A xenofobia no Brasil ocorre como, por exemplo, no preconceito com nordestinos, aos cearenses por fazerem piadas se referido a eles como “cabeças chatas” e ainda há quem associe aos baianos a preguiça constante. O Brasil é um país estruturalmente racista, e devido a isso, a raça torna-se um dos critérios que se destacam na porcentagem de pessoas sujeitas a sofrer esse prejulgamento, ou seja, estrangeiros brancos vindos de países desenvolvidos são tratados de forma diferenciada em relação aos imigrantes não-brancos de países considerados pobres.

Atualmente no estado de Roraima houve um fluxo de entrada de imigrantes venezuelanos fugindo de uma crise na economia. Com isso, alguns tiveram de suportar violências, como, por exemplo, suas casas incendiadas, trabalho escravo e até tráfico de pessoas e também, há o sentimento de ameaça econômica, que os fazem pensar que imigrantes são uma ameaça ao sucesso econômico do brasileiro e que poderiam ocupar suas vagas de trabalho. De acordo com o Estatuto do Estrangeiro, redigido no período da ditadura, o estrangeiro era visto como ameaça a segurança pública e nacional, no entanto, foi rompido quando em 2017 houve a aprovação da lei de imigração, onde a mesma não permite que imigrantes sejam presos por estarem em situação irregular no país.

Em virtude do que foi mencionado, mostra-se necessária que o governo mostre a efetividade da lei de imigração, visto que a mesma prevê um órgão especializado para atender as necessidades dos imigrantes e refugiados, para que tenham uma boa integração na sociedade e fiquem menos vulneráveis e invisibilizados. Além disso, apresentar propostas educativas, que façam com que sentimentos de ódio não tomem conta da população brasileira.