A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 10/08/2020

O Brasil sempre foi visto como um país que aceita as diferenças e acolhe pessoas vindas de outras regiões do globo com hospitalidade. No entanto, a situação interna é bastante diferente. Entre 2014 e 2015, os casos de xenofobia aumentaram 633%, pulando de 45 para 333 registros recebidos pela Secretaria Especial de Direitos Humanos. Embora seja uma atitude desprezível, a xenofobia está presente no Brasil desde a antiguidade e surgiu na colonização, quando houve uma mistura de índios, negros e brancos.

Como exemplo deste preconceito social, pode-se citar o medo dos muçulmanos ou islãmofobia. Em diferentes partes do mundo os muçulmanos são vistos como uma ameaça profunda (terroristas), fazendo com que não recebam as mesmas oportunidades e sendo vítimas de violência. Outro exemplo, é o caso da xenofobia dos brasileiros contra haitianos e venezuelanos, devido ao grande número de migrantes dessas nacionalidades no Brasil.

Apesar da xenofobia ser classificada como um crime tipificado pela lei 9.459, de 1997, o que se percebe é que o Estado não dá a devida atenção a esta pratica. É possível perceber isso a partir de registros recebidos pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, onde é informado que na Justiça, quase não há registros de denúncias que prosseguiram ou de xenófobos punidos.

Diante dos fatos apresentados, é de suma importância a resolução de propostas que resolvam os problemas de xenofobia. Primeiramente, cabe a câmara e ao senado, a criação de leis com punições mais severas para que ataques de violência física e verbal sejam extintos, tanto nas redes sociais quanto nas ruas do país. Em seguida, compete as escolas a realizarem campanhas contra este preconceito social, de forma a incentivar crianças e jovens a tratarem todos de maneira igual.