A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Desde a Idade Antiga, é comum o discurso xenofóbico e no cenário brasileiro não é diferente. A barbarização dos povos estrangeiros pelos romanos foi se tornando, ao longo da história, cada vez mais errônea, todavia, não o suficiente a ponto de evitarmos completamente a prática na hodiernidade. Nesse sentido, torna-se necessário o debate sobre causas e consequências com vista à resolução da problemática.

Primeiramente, não obstante suas ideias controversas e polêmicas, Aristóteles contribuiu muito para a compreensão de determinados assuntos. Segundo seu pensamento teleológico, tudo tem causa e finalidade. Nessa perspectiva, ao se fazer um paralelo entre tal pensamento e o Brasil atual, é possível afirmar que a má formação ética e moral corrobora, assim como a aplicação deficiente das leis, a confirmação da adversidade. Uma vez que há disformidade no estudo das Ciências Humanas e denúncias não resolvidas, há também formação de pessoas etnocêntricas.

Ademais, ainda seguindo a linha de raciocínio aristotélico, a finalidade da xenofobia é propagar a suposta superioridade de um povo sobre outro. Exemplo disso é o conceito de cidadania em Athenas, na antiga Grécia, onde somente poderia exercer esse título quem era totalmente herdeiro da Pólis. No Brasil contemporâneo, isso acarreta várias consequências, como econômicas e principalmente sociais, devido não só à decadência do turismo como ao retraimento de um grupo.

Depreende-se, portanto, que se faz necessário reverter a situação vigente no cenário canarinho. O Ministério da Educação e as escolas devem melhorar o nível educacional através de aulas extras de matérias como História, Filosofia e Geopolítica. Outrossim, as prefeituras precisam fazer valer as leis, por meio do aumento do número de postos de denúncias nas cidades. Dessa forma, a fim de melhorar o convívio interétnico e regional, essas medidas devem ser passos a mais para o término do impasse.