A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 19/08/2020

Na Grécia Antiga, nenhum imigrante que chegava era considerado cidadão, estrangeiros não tinham direitos como os outros indivíduos. Embora seja um cenário longínquo, apresenta características que é aparente até a situação do atual Brasil. Presos em uma enorme bolha sociocultural, a falta de tolerância e o etnocentrismo constituem esse processo.

Em primeiro lugar, destaca-se que desde a infância, as pessoas são condicionadas a acreditarem em uma normatização social: um padrão  imposto, e o diferente é tido como uma ameaça que deve ser punida. A Secretaria Especial de Direitos Humanos em 2018, apresentou um relatório com dados de denúncias feitas em 2015. Constatou-se que houve um aumento de 633% das denúncias de xenofobia comparado com o ano anterior. Portanto o preconceito acaba tomando rumos dentro do próprio país, como exemplo a briga gerada por pessoas de um estado no qual se acha superior a outro.

Além de que, pode destacar também, a superiorização de alguns grupos, enquanto outros são hostilizados e diminuídos. Sócrates, dizia que ele mesmo não era ateniense e nem grego, mas sim um cidadão do mundo. Porém, desde o período de sua vivência, entende-se que não funciona dessa forma.  A Oktoberfest, por exemplo, acontece anualmente no Brasil, enquanto religiões oriundas da África são constantemente demonizadas.

Portanto, é necessário que o Governo tome providências para melhorar o quadro atual. Para que possa ocorrer uma aceitação e integração dos imigrantes dentro do nosso país, é impreterível que o Ministério da Justiça e Segurança Pública facilite o processo de recebimento das solicitações de refúgio, juntamente com ONGs que estão dispostas a promover os direitos humanos dos envolvidos, aumentando sua abrangência e acesso aos implicados. Evitando, desse modo, que ocorra como na Grécia Antiga, afinal, de acordo com Sócrates, todos são habitantes do mundo.