A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 19/08/2020

Desde a Idade Antiga, é comum o discurso xenofóbico e no cenário brasileiro não é diferente. A barbarização dos povos estrangeiros pelos romanos foi se tornando, ao longo da história, cada vez mais errônea, todavia, não o suficiente a ponto de evitarmos completamente a prática na hodiernidade. Nesse sentido, torna-se necessário o debate sobre causas e consequências com vista à resolução da problemática.

Em primeiro plano, segundo Durkheim, “o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generosidade e coercitividade”. Diante desse nexo, observa-se que a xenofobia é o reflexo da ausência de compromisso da sociedade brasileira com o fato social, uma vez que discrimina pessoas estrangeiras, mediante violência verbal e preconceitos sobre a cultura e costumes desses imigrantes. Dessa forma, os gringos são prejudicados, pois quando alguns deles decidem morar no país, enfrentam dificuldades -como, por exemplo, em conseguir empregabilidade- devido à xenofobia.

Vale ressaltar que, a análoga à primeira lei de Newton, verifica-se que há uma inércia estratégica estatal no Brasil. Comprova-se isso pelo fato de que o Estado não promove políticas públicas e ações eficientes para garantir a cidadania e o conforto dos imigrantes, haja vista que permite que indivíduos se tornem vítimas de segregação social dentro da nação que administra e nada faz para reverter essa situação. É fato que: o regime governamental do país é incompetente perante essa conjuntura.

Portanto, intentando a extinção da xenofobia, conforme Auguste Comte, “é preciso saber prever a fim de prover”. Assim, o Ministério da Justiça e o Ministério da Cultura devem realizar campanhas e projetos que visem alertar a comunidade acerca dos malefícios que a intolerância aos gringos gera, por meio de políticas coletivas e dos veículos midiáticos, com intuito de sensibilizar a população de que cidadãos com ética, língua, raça ou moral distinta não são marginais.